Nenhuma santa dos tempos modernos conheceu um “furacão de glória” como Santa Teresinha. Sua popularidade, mesmo antes de ser canonizada, espalhou-se pelo mundo. Pilotos na I Guerra Mundial tinham sua foto em suas aeronaves, e soldados da infantaria se recomendavam a ela nas trincheiras. Sua “História de uma Alma” encantou toda uma geração, sendo traduzida para dezenas de idiomas com milhões de exemplares.
O sistema adotado por Nossa Senhora para se comunicar era extremamente expressivo. Francisco apenas via Nossa Senhora e não a ouvia; Jacinta via e ouvia; Lúcia via, ouvia e falava com a Santíssima Virgem, num conjunto de aparições tremendamente importantes para o desfecho da crise da Revolução aberta com o Protestantismo, o Humanismo e a Renascença, uma crise que haveria de encontrar sua expressão mais categórica no igualitarismo proclamado de modo mais descarado pela Revolução Francesa e depois ainda mais descarado pela Revolução Russa.
Nossa Senhora do Bom Conselho oferece orientação materna, guiando-nos espiritualmente com conselhos para todas as situações da vida, inclusive nas pequenas decisões do dia a dia.
A respeito do sentido da invocação Nossa Senhora do Bom Conselho, o que dizer? Mais precisamente, o que dizer de Mãe do Bom Conselho? — Ela é Mãe, considerada enquanto dando um conselho, enquanto orientando um filho espiritual d’Ela, como somos todos nós.
Detalhe Fra Angelico, Juízo Final (Inferno), por volta de 1431, têmpera sobre madeira, Museu Nacional de San Marco, Florença
Pergunta: Fiquei chocada quando li que o Papa Francisco tinha afirmado na TV italiana que achava, ou pelo menos desejava, que o inferno estivesse vazio. Fui falar com meu pároco, que se limitou a responder-me: “Se antes de conceber seu filho, você soubesse que ele passaria a eternidade no inferno, você ainda traria seu filho a este mundo?” Meio hesitante, eu disse que não. O padre me retrucou: “Se Deus deixa pessoas sofrendo eternamente no inferno, então Ele seria menos misericordioso que você”. Por minha vez, repeti-lhe que rezamos no Credo que Jesus virá, no fim do mundo, “julgar os vivos e os mortos”, mas que isso não teria sentido se algumas sentenças, pelo menos, não fossem de condenação. Confesso que fiquei perplexa.
“E Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo”
O Evangelho de São Mateus inicia- se com a gênese de Nosso Senhor Jesus Cristo, descendente de David e de Abraão, seguindo o costume judaico de apresentar a linhagem paterna. Não é apenas uma enumeração de quem gerou quem, mas obedece a um plano altíssimo de inserção do Salvador na História humana.
Pau Brasil. O vermelho da madeira pode ser observado neste exemplar adulto do Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Entre brasileiros verdadeiramente católicos, apostólicos, romanos — assim como em qualquer outro povo quando é inteiramente católico — chega-se ao mais característico de sua pátria quando são católicos de modo autêntico. A religião católica faz com os caracteres nacionais de cada povo o que o verniz faz com a madeira.
Pergunta — Por que a Igreja proíbe comer carne nos dias de jejum e nas sextas-feiras? Agindo assim, não mostra certa reticência a este alimento, dando razão aos adeptos do regime vegano? Pergunto isso porque um colega de trabalho, que é vegetariano, me fez esse comentário e eu não soube responder. Obrigada.
A primeira etapa: concepção pela inteligência; segunda, geração; terceira, nascimento. Realizada essa etapa, pela lei do Antigo Testamento, as mães que tivessem uma criança deviam, logo que possível, ir ao Templo para apresentar o menino a Deus e se purificarem. Essa era uma regra que toda boa mãe israelita cumpria. Aliás, linda regra, na qual se espelha a santidade de Deus.
A criança nasce, nasce no meio de perigos. Toda gestação tem perigos. Mas, afinal, ela nasceu. Ó sucesso! Ó sucesso feliz! A mãe toma a criança e logo que ela, mãe, está melhor, que pode viajar e pode ir ao Templo, vai até o Templo e oferece a Deus aquele menino que é de Deus pois que Deus o criou, para que seja filho de Deus e viva para Deus. A antiga lei tornava isso obrigatório.
Naquela noite misteriosa, encoberta de nuvens, um grupo de pastores tinha uma diferente sensação de tranquilidade interna em suas almas. Certamente algo estava para acontecer, mas nenhum deles ousava exprimir aos outros aquilo que pensavam ser um sentimento meramente pessoal. Sentados em roda, conversavam sobre a chuva que poderia cair durante a madrugada e o cuidado redobrado que teriam para cuidar de suas ovelhas. Mas aquela noite misteriosa parecia que desejava revelar-lhes um segredo e, à medida que o tempo passava, uma mistura de temor e alegria os inundava cada vez mais.
É claro que, para os palavrões constituírem pecado, é necessário que sejam proferidos com pleno conhecimento e pleno consentimento. A raiva ou um grande aborrecimento diminuem a responsabilidade moral e a gravidade da falta, porque tornam mais difícil conter o fluxo de palavras grosseiras que vêm à mente. Mas isso não ocorre se a pessoa se habituou a jamais proferir palavrões e a usar sempre uma linguagem respeitosa e elevada.