Maioria de adolescentes americanos é virgem por razões religiosas

 

Maioria de adolescentes americanos é virgem por razões religiosas
8, SETEMBRO, 2010
Luis Dufaur
Estudo da agência do governo americano Center for Disease Control and Prevention detectou que entre 2006 e 2008, 58% das moças e 57% dos rapazes de 15 e 19 anos se declaram virgens, noticiou EWTN News. Os números são basicamente os mesmos de análoga pesquisa efetivada em 2002.
A principal razão aduzida pelos jovens para se abster de relações sexuais pré-conjugais foi de que estas vão “contra a religião ou a moral”. 41% das moças e 35% dos rapazes deram essa resposta.
Uma larga maioria dos adolescentes (76% das moças e 79% dos moços) declarou que não manteve relações sexuais no mês anterior ao inquérito. O relatório é de junho de 2010 e leva o título “Teenagers in the United States: Sexual Activity, Contraceptive Use, and Childbearing.”
O relatório patenteou que políticas imorais e anti-vida promovidas para a juventude por organizações tipo PlannedParenthood estão desconectadas da realidade e procuram “afastar os jovens da moralidade e da influência religiosa” sob pretexto de “educação sexual”.

A proporção de adolescentes que perderam a virgindade atingiu o máximo em 1988 e desde então vem diminuindo. A influência de Maio de 68 e a falsa impressão de que a Igreja Católica aprovaria os desregramentos morais em decorrência do Vaticano II atingiu seu auge naquela data.
Porém, hoje os velhos hippies quase não têm seguidores e os seminários “progressistas” fecharam ou estão desertos.
O relatório é mais uma constatação de uma imensa virada acontecendo em largos setores da juventude rumo ao conservadorismo, a família, a moral e a ortodoxia religiosa.

Bispo da Turquia sacrificado de acordo com ritual corânico

Bispo da Turquia sacrificado de acordo com ritual corânico
1, julho, 2010

Dom Luigi Padovese assassinado por fanático islâmico na TurquiaO presidente da Conferência Episcopal Turca, Dom Luigi Padovese foi degolado pelo seu motorista aos gritos de “Allah Akbar!” (“Alá é grande”).

O prelado foi apunhalado várias vezes em sua casa, mas conseguiu sair fora, sendo decapitado de acordo com as regras rituais prescritas pelo Corão.

Os vizinhos foram testemunhas do sacrílego assassinato: ouviram os gritos do prelado pedindo ajuda e do fanático matador que, tendo subido no teto da casa, berrava “Matei o grande satanás! Alá é grande!”

O fanático declarou agir “por revelação divina”. De acordo com a agência AsiaNews as características do homicídio são as de um “sacrifício ritual contra o mal” ensinado pelo Corão e praticado também pelos fundamentalistas islâmicos para eliminar os cristãos.

As contraditórias tentativas do governo turco e da diplomacia vaticana para esvaziar o delito de conteúdo religioso não convenceram.

Os fundamentalistas querem a extinção radical do cristianismo e na hora do crime pouco se interessam se a vítima é “ecumênica” ou não.

Por sua vez, o governo turco remitiu o corpo da vítima para a Itália como em meio a caixas de batatas, sem nenhuma identificação externa nem selo protetor.

No aeroporto de Milão só o aguardavam alguns irmãos capuchinos, congregação à qual pertencia Dom Luigi.

Nenhum representante vaticano nem da cúria milanesa estava presente, noticiou o diário “La Stampa” de Turim.

Nenhum avião italiano foi destacado para o transporte do corpo.

Os sermões no enterro visaram salvar o insalvável: o diálogo impossível com o Islã e um ecumenismo que raspa no fanatismo entreguista.

Fonte:
http://www.ipco.org.br/home/internacional/bispo-da-turquia-sacrificado-de-acordo-com-ritual-coranico

José Saramago: Na morte de um homem mau

IHS
O dono deste blog ficou indignado com toda a propaganda, evidentemente artificial, da mídia em torno de um personagem altamente reprovável, em minha opinião.
Estamos em um mundo em que tudo que é torto é colocado nos “cornos da Lua”, e contra tudo que merece elogio, faz-se “campanha de silencio”. Basta ver toda a campanha orquestrada pela mídia contra a Santa Igreja nos últimos tempos.
Recebi de um amigo o artigo abaixo; diz verdades que gostaria de ver estampadas na mídia em geral. Não tenho o prazer de conhecer de perto o autor do mesmo, portanto não conheço todas suas idéias para dar um parecer de concordância com tudo que escreve em seu blog.
Achei, entretanto, útil publicar o referido artigo e ficaria satisfeito de saber os comentários dos que acompanham meu blog.

Exsurge Deus.

Gabriel

José Saramago: Na morte de um homem mau

Morreu um homem amargo e mau, incapaz de sorrir, que se esforçava por tornar a sua Pátria amarga, como ele.
José Saramago, era de facto um homem mau. Provava-o a sua cara vincada incapaz de exprimir um sorriso, prova-o a sua escrita prenhe de ódio e crítica aos valores mais normais e caros à civilização que o viu nascer, valores esses que ele, com as suas ideias, suas declarações e sua obra, renegou em Lanzarote. Será que no fundo, Saramago, para além do seu marcado azedume e soberba, tinha valores? Nunca o saberemos.
Repito, José Saramago era um homem mau. Que o digam os seus colegas, que em pleno período revolucionário foram vítimas de saneamentos selvagens. O homem, nessa época, tinha o “estribo nos dentes”, e era imparável algoz como sub-director do Diário de Notícias. Tinha por desporto arruinar a vida de quem não era comunista como ele.
Foram 87 anos de infecundidade, travestida de um aparente sucesso, revelado pelos livros que vendeu, e pela matreira estratégia de marketing que o conduziu ao Prémio Nobel, em detrimento de outros escritores Lusos, genuinamente com mais categoria e menos maldade crónica do que ele. Penso, por exemplo, no insuspeito Torga.
Tentei ler dois livros dessa personagem, para com honestidade poder dizer que, para além de não gostar dele como pessoa, o não considerava como um bom escritor, e que ofendia na sua essência a cultura Cristã da nossa Grei. Consegui apenas ler um, e o início de outro. A sua escrita, para além de ser incorrecta, era amrga como as cascas dos limões mais amargos. A sua originalidade era, afinal, o sinistro das suas ideias; o que, convenhamos, é pouco original. É mais fácil ser sinistro, provocador e mau, do que ter categoria, e valor. Saramago optou pelo mau caminho, como sempre, o mais fácil. E teve aparentemente sorte, na Terra, que a eternidade pouco lhe reservará.
Fiquei contente quando ameaçou (apenas ameaçou, porque na realidade a sua vaidade não lho permtia praticar), nunca mais pisar solo Pátrio. Uma figura como ele, é melhor estar longe da Pátria que em má hora o viu nascer. Afinal de que serve a este Portugal destroçado, um Iberistra convicto, ainda para mais, estalinista? Teria ficado bem por essas ilhas perdidas de Espanha, não fosse uma série de lacaios da cultura dominante “chorarem” por ele, por aqui por terras lusas, alimentando-lhe a sua profunda soberba.
Para além da sua obra escrita, de qualidade duvidosa e brilhantemente catapultada por apuradas técnicas comerciais que lhe conseguiram um Prémio Nobel da Literatura, (prémio com cada vez menos prestígio devido à carga política que contém), nada deixou em herança, para além de certamente muito dinheiro, o que é um contrasenso para um qualquer estalinista como ele. Mas a sua existência foi um perfeito logro. Foi uma existência desnecessária.
Saramago afastou-se da Pátria, e estou certo de que a Pátria, no seu todo mais puro, que não no folclore da “inteligentzia”, não teve saudades dele. Foi uma bandeira da esquerda ortodoxa, e também da esquerda ambígua, essa do Primeiro-Ministro que nos desgoverna. Dessa mesma esquerda que decidiu usar o nosso dinheiro, para trazer em avião da Força Aérea Portuguesa, os seus restos inanimados para Portugal, a expensas de todos nós, e infamemente coberto com a Bandeira Nacional. Um Iberista, coberto com a Bandeira Nacional, que Saramago ofendeu vezes incontáveis, na essência da sua obra, e no veneno das suas declarações públicas. Era um relapso. Um indesejável.
Um homem que voluntariamente se afastou da sua Pátria, comentando-a de uma forma negativa no Estrangeiro, não é digno de nela entrar cadáver, coberto com a sua Bandeira. A bandeira de Saramago, era a do ódio, da arrogância, e da maldade praticada.
Mas os símbolos Nacionais estão hoje nas mãos de quem estão, e a representação das “vontades” Nacionais, está subordinada a quem está: à esquerda, tão sinistra como foi Saramago. Assim sendo, as homenagens que lhe fazem, incluindo os exagerados e ilegítimos dois dias de Luto Nacional, valem o que valem, e são apenas um acto de pura “camaradagem”, na verdadeira acepção da palavra. Quem nos desgoverna, pode cometer as maiores atrocidades, que ao povo profundo só resta pagar, e calar. Até ver.
Amanhã, Sarmago mergulhará pela terceira vez nas chamas. A primeira, terá sido quando nasceu, e ao longo de toda a sua vida, retrato que foi de ódio e maldade pela sua imagem espelhados e espalhados; a segunda, terá sido quando o seu corpo ficou irremediavelmente inanimado, e estou certo de que entrou no Inferno, a confraternizar com o seu amigo Satanás; a terceira, amanhã, será quando o seu corpo inerte e sem alma, entrar para ser definitivamente destruído, no Crematório do Alto de S. João.
Será um maravilhoso e completo Auto de Fé. O Homem e a sua obra venenosa, serão queimados definitivamente nas chamas da terra, que nas da eternidade já o foram no dia em que morreu.
De Saramago recordaremos um homem que não sabia rir, que gostava certamente muito de dinheiro, e que o terá ganho, que era mau e vaidoso, e que o provou ao longo da sua vida, que quis viver longe da sua Pátria por a ela não saber ter amor, e que foi homenageado por meia dúzia de palhaços esquerdistas, “compagnons de route” coniventes com um dos últimos fósseis estalinistas, que ilustrava uma forma de estar na vida e na política sem alma, amoral, e que globalmente contribuiu para a destruição de toda uma Pátria, e suas tradições.
Ocorreu ontem, quando soube que este cavalheiro de triste figura tinha morrido, que estaria por certo no inferno, sentado com Rosa Coutinho, também lá entrado há poucos dias, à espera de Mário Soares e Almeida Santos, para os quatro juntos jogarem uma animada e bem “quente” partida de sueca…
O País está mais limpo. Um dos maiores expoentes do ódio e da maldade, desapareceu da superfície da Terra. Espero que a Casa dos Bicos, um dia possa ter melhor função, do que albergar a memória de tão pérfida personagem. As suas letras, estou certo de que cairão no esquecimento, ao contrário das de Camões, Torga ou Pessoa, entre muitos outros.
Apesar de tudo, e porque sou Católico (e porque a raiva não é pecado), que Deus tenha compaixão de tão grande pobreza, mas que se lembre fundamentalmente de nós , de todos os Portugueses íntegros que tentamos sobreviver com dificulade, neste Portugal governado pelos amigalhaços do extinto, que apesar do luto em que fingem estar, mas que na verdade não sabem viver, continuam a todo o custo a viver o enorme bacanal que arruina Portugal…
No fundo, no fundo, e porque as palavras as leva o vento, que Deus tenha piedade de tão grande pobreza! Cabe-nos perdoar. Mas não temos que esquecer!
Publicação: Saturday, June 19, 2010 8:40 PM por blogueoliveiramartins

http://sol.sapo.pt/blogs/blogueoliveiramartins/archive/2010/06/19/Jos_E900_-Saramago_3A00_-Na-morte-de-um-homem-mau.aspx

“Poesia” e “aborto” — termos que não rimam

Transcrito do Blog da Família
http://blogdafamiliacatolica.blogspot.com/2010/05/poesia-e-aborto-termos-que-nao-rimam.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+BlogDaFamlia+%28Blog+da+Fam%C3%ADlia%29

De Rosalina Herai, recebi para este blog uma poesia sobre aborto. “Poesia” e “aborto” — termos que não rimam, pelo contrário, destoam, “berram” por estarem juntos. Mas ela expressa muito bem em versos a mais pura verdade do que se passa numa prática abortiva: o crime em si (o infanticídio); e o trauma que advém àquela que em vez de embalar seu bebê, “embala” aflitivos pesadelos, por não ter em seus braços a inocente criança que Deus lhe deu.
Eis a transcrição do texto que nos foi enviado:
_______________

Prezado amigo, boa tarde!
É maravilhosa sua luta pelo bem, pela vida… São tantos os choros dos inocentes, um choro dentro da mãe… Meu Deus que pecado imenso elas cometem!
Deus o abençoe meu amigo. É uma honra poder contribuir para esta luta.
Atenciosamente

Aborto

Uma criança suplica
Do ventre de sua mãe
Não retire os meus membros
Que a mim ele compõe

Desesperada a criança
Foge no líquido amniótico
Senti que lá fora
Há uma seringa de plástico

Sugando seu corpinho
O monstro varre o ventre
Desmanchando o ninho
Do pobre inocente

Já sangrando lá dentro
Indefesa a pobre criança
Chora por sua mãe
Interrompe a matança

Nas dobras que tem
O seu corpinho se espalha
E a mãe assassina
Se senti aliviada

Passa o primeiro momento
A mãe tem um só pensamento
Passando a mão pelo ventre
Senti falta da criança lá dentro

Passam: minuto a minuto
Hora por hora
Mês a mês
Ela a mãe está morta
No seu coração a assassina
Matou também ela própria

Em todo lugar que vai
Senti a criança gritar
E seus braços sentem
A falta da criança embalar

Já toda ressequida
Pelo crime que cometeu
Vê que seus puros sonhos
Com a criança morreu

Chora por muitos anos
No vazio da vida em seu quarto
Sabe que naquele dia fatídico
Deveria salvar o bebê, amá-lo

Agora já sem ninguém
Vê, foi uma covarde na vida
Podia ter trabalhado
Criado sua criança
Que estaria adormecida

Rosalina Herai

Católicos precisam se unir em defesa da Igreja

+
M

Recomendo aos amigos de nosso blog Leituras Catolicas a participarem desta muito boa iniciativa click aqui
Em Jesus e Maria

Gabriel
gabrielnsa@gmail.com

Discurso sobre a Santidade da Igreja – Pe.Manuel Bernardes –

A SANTIDADE DA IGREJA

NÃO DEIXA de ser sancta a Igreja catholica, ainda que dentro della haja tantos e tão enormes peccadores, pois Christo a comparou à rede, recolhendo peixes bons e maus (cf. Mt 13,47); à eira no campo, onde há grão e palha (cf. Lc 3,17); ao campo semeado, onde cresceram junctamente o trigo e as cizanias (cf. Mt 13,25); às dez virgens, cinco dellas prudentes, mas outras cinco fatuas (cf. Mt 25,1); e São Paulo, à casa onde há uns vasos de ouro e prata, que são para ministerios honrosos, e outros de madeira e barro, para os ministerios de contumelia (cf. 2Tm 2,20). E da mesma Igreja foi expressa figura a Arca de Noé, onde entraram animais mundos e immundos (cf. Gn 7,2). Com estas palavras do Evangelho, e outras Escripturas mais litteraes, ficaram convencidos duzentos noventa e seis bispos hereges donatistas – que excluíam da Igreja todos os peccadores – disputando contra elles Sancto Agostinho, em uma conferencia celeberrima, que sobre este ponto tiveram em Carthago. Os heresiarcas João Huss, João de Rocsesana e Martim Luthero renovaram este erro dos donatistas, não advertindo, como cegos, que pela mesma sua doutrina se excluíam da Igreja, pois os seus costumes eram depravadissimos, e tão barbaros, que os circumcelliões, ou escotopitas – ramo dos donatistas – se matavam a si mesmos precipitando-se ou affogando-se, e matavam também a quem os não queria matar. Chama-se, pois, sancta a Igreja, não obstante haver nella peccadores, em razão de serem sanctos os seus fundadores ou propagadores, os Apostolos, sanctos os seus sacramentos, sancta a sua lei, sanctos os seus dogmas, os seus ritos e cerimonias, e sancta a união dos seus membros na mesma fé, religião e obediencia, e também porque só na Igreja catholica há sanctidade verdadeira e inerente nas almas dos justos, que são a sua melhor parte, da qual deve tomar-se a denominação. E neste mesmo sentido podemos entender, com muitos sanctos padres, o louvor que nos Cantares se dá à Esposa, ou Igreja, de ser toda formosa e sem macula: Tota pulchra es, amica mea, et macula non est in te (Ct 4,7) – se com outros padres o não quizermos entender antes da Igreja Triumphante.

Sirva esta doutrina de se não escandalizarem os catholicos – como os hereges se escandalizam – considerando o deploravel e calamitoso estado em que se acha a Igreja, sendo a reforma della, ao mesmo passo que mui necessaria, mui difficultosa. Bem podemos – diz São Gregorio – para chorar este commum trabalho, desejar as lagrymas de Jeremias, dizendo: Oh! como se denegriu o ouro, e se mudou sua cor optima: Imploremus Jeremiae lacrymas, et dicamus: Quomodo obscuratum est aurum, mutatus est color optimus? – Antigamente a Arca nadava no diluvio; agora o diluvio nada na Arca, e diluvio, não de agua, mas de sangue: Maledictum, et mendacium, et furtum, et adulterium inundaverunt, et sanguis sanguinem tetigit (Os 4,2). – Lá, ao multiplicar-se as aguas, subia a arca para o céu: Multiplicatae sunt aquae, et elevaverunt arcam in sublime a terra (Gn 7,17). – Cá, ao multiplicar-se as maldades, desce muito para o inferno. Já os delictos e desaforos se não contentam em habitar nos covis e brenhas, como feras, senão que passeiam confiadamente pelas ruas, e entram pelos templos. A malicia se antecipa à idade, e apenas começa o uso da liberdade humana, quando já se dedica ao serviço da tyrannia diabolica. Não está a fé dormindo, como já no seu tempo se queixava São Cypriano: Jacentem fidem, et pene dixerim dormientem – senão morta, pois lhe falta a vida das boas obras. Não há força de leis, de palavra divina, de castigos, de sacramentos, que baste a destorcer o coração do amor às coisas terrenas e caducas para as celestiaes e eternas. Tudo ultraja, tudo rompe, tudo profana e conculca a furiosa fome do apetite de honras e gostos. Todos no Baptismo promettemos renunciar às pompas do diabo; muitos dahi a pouco as sollicitamos e adoramos. O sal, que havia de resistir a tanta corrupção, enfatuou-se, porque no Sacramento da Ordem, e nos claustros das ordens, muitos não entram chamados por Deus, senão que o mundo os leva, e o mundo levam elles comsigo; e, por conseguinte, não aspiram à perfeição, e nesta negligencia crassissima abrem porta franca a innumeraveis peccados. Emfim, se alguém considerar no lastimoso de tantas miserias, primeiro se lhe acabarão as lagrymas do que as causas de as chorar, como a outro proposito disse o romano estóico: Lacrymae nos deerunt, antequam causae dolendi.

Nestes termos, pois, em que os filhos da Igreja se multiplicaram, não se aumentou a alegria de sua Mãe: Multiplicasti gentem, non magnificasti laetitiam (Is 9,3); boa parte do remedio para a reforma consistia na dos confessores. Porém, se é remedio de si efficaz, como se fará praticavel? É remedio de si efficaz e proporcionado, porque todas as desordens do mundo, ou são peccados, ou do peccado procedem; e todo peccado de pessoa baptizada é materia da confissão; logo, se neste tribunal houvesse bons ministros, isto é, dotados daquellas três prendas, ou requisitos, que ensina Sancto Tomaz, a saber: virtude, sciencia e prudencia, sem duvidas muitas chagas deste Lazaro, que é o corpo mystico de Christo, nas salutiferas linguas destes zelosos cães teriam medicina. Oh! quantas restituições de fazenda e honra se executariam promptamente! Quantos rancores e dissidios se poriam de parte antes de criarem raizes mais profundas! Quantos contractos e demandas, pretensões e renuncias, não achariam patrocinio em opiniões mal fundadas! Que differentes e proporcionados remedios se applicariam, observando-se a variedade dos espiritos e consciencias, umas erroneas, outras ignorantes, outras illusas; umas audazes e temerarias, outras timidas e escrupulosas; outras desmemoriadas e pouco reflexivas! Oh! quanto fructo faz na sua Igreja um bom paroco! Quanto fructo em uma cidade inteira um só confessor sancto, um confessor que não faz excepção de pessoas, para receber e ouvir a todos paciente e benignamente! Que não recusa ouvir confissões geraes! Que estuda sobre granjear e melhorar a fazenda de Christo, que são as almas! Que lhe doem as injurias da honra deste Senhor! Que faz chorar os penitentes, porque elle chora primeiro! Quantas almas lhe traria Deus, se lhas pedisse com vivo desejo da sua salvação, e dellas soubesse dar-lhe boa conta! Que differente respeito e obediencia lhe teriam estas, vendo que só procurava dellas o que procurou Christo! E se este confessor sancto o fosse dos principes, dos pastores, ou dos ministros, quantos lucros iam aqui avançados em um só lucro? Porque: Conversio potentium saeculi – disse São Fulgencio – multum militat acquisitionibus Christi. – E: Qui regem erudit, eum et subditos quosque instruere certum est – disse Diogenes.

Emfim, considere-se o fructo que fizeram na Igreja de Deus um São Raimundo de Penhafort, um São Saaquim, um São Francisco de Sales e um São Philippe Neri, que até o dia da sua morte não cessou de administrar este sacramento, e outros semelhantes operarios evangelicos, e por aqui se verá se o remedio do beato Pio V era efficaz. Não porque possa duvidar-se que o valor dos sacramentos não depende da sanctidade do ministro – como querem os hereges do nosso tempo – senão porque vai muita differença para os fructos delles se lograrem, e se aproveitar melhor o sangue de Christo, entre o ser ou não ser o tal ministro lettrado, prudente e timorato. Se Judas – não se requere nos exemplos total semelhança – fôra dizer o seu peccavi aos outros Apostolos, porventura que não desesperara; foi dizê-lo aos phariseus, e responderam-lhe: Que temos nós com a traição que commetteste? Viras primeiro o que fazias: Quid ad nos? Tu videris (Mt 27,4).

Porém, que o dicto arbitrio seja impraticavel, mostra-se, primeiramente, porque por alguma de três portas entram os sacerdotes a exercitar o poder que receberam de perdoar peccados: pela da justiça, como são os parocos, e mais pastores ordinarios; pela da obediencia, como são os regulares; ou pela caridade, como são quaesquer outros soldados aventureiros desta milicia de Christo. Mas, por qualquer via, sempre necessitam ser homens de grande virtude, de castidade provada, de mansidão e paciencia, de justiça e prudencia, de desprezo do mundo e inteireza de animo. Que, assim como o sacerdote, para dizer missa, tem certas vestiduras sagradas, em que primeiro se reveste, assim um confessor, para fazer o seu officio, as sobredictas virtudes são os paramentos interiores com que primeiro se há de achar ornado, e mal se poderão adquirir sem exercicio de oração e mortificação, o qual raros são os que o emprehendem menos os que continuam, porque omnes quae sua sunt quaerunt, non quae sunt JESU Christi (Fp 2,21). – E queira Deus que os bispos não tenham culpa disto, admittindo ao divino poder de perdoar peccados muitos sujeitos que vivem sujeitos a muitos peccados. Eu lhes não arrendo o ganho, nem julgo nelles por impossivel esta culpa, pois até um São Leão Papa escorregou nella. Do qual conta Sophronio que, havendo insistido em oração e jejum quarenta dias diante do sepulcro de São Pedro, pedindo-lhe instantissimamente que lhe alcançasse de Deus, Nosso Senhor, perdão de seus peccados, no remate desta quaresma lhe appareceu o gloriosissimo Principe dos Apostolos, e lhe disse: Orei por ti, e perdoados te são todos os teus peccados, exceptos os da imposição das mãos. – Quiz dizer os de haver ordenado mal alguns sacerdotes indignos, porque daqui resultam grandissimos prejuizos à Igreja de Deus. E disse que lhes não eram perdoados quanto à pena, porque quanto à culpa claro está que Deus não perdoa uns sem outros, quando são mortaes.

Por outra parte, as lettras – cuja importancia para o tal officio não se pode escusar – têm produzido tanta licença de opinar em qualquer materia, que uma grande parte da teologia moral está reduzida a pontos problematicos, em que cada um pode seguir o que quizer (…).

Quem há de metter este espirito de zelo nos confessores, e em tantos confessores, como é necessario para o fim pretendido? Ou que preceitos e regras podem nisto dar os principes ecclesiasticos, que brevemente se não alarguem e pervertam? Tudo vem a parar em falta de amor de Deus: se o há, tudo se endireita facilmente: se não o há, nada basta para nos metter a caminho. Assim se vão fabricando aquelles dois reinos, um de Jerusalém, outro de Babylonia; um do amor divino, outro do amor proprio, dando Deus a cada espirito os bens que elle procura, a saber, aos vazios as coisas vazias, que são as terrenas e caducas, e aos cheios as cheias, que são as celestiaes e permanentes, como o anjo Uriel disse ao Sancto Esdras: Vacua vacuis, et plena plenis – até que chegue o dia decretorio, em que o acerto de uns e o engano de outros se demonstre a todos.

Um estrondo para destronar a Igreja – Mas Ela já enfrentou outras tempestades!

 

Um estrondo para destronar a Igreja – Mas Ela já enfrentou outras tempestades!

Luiz Sergio Solimeo

Reflexões sobre os escândalos de abuso sexual na Europa

Com o presente estrondo publicitário da mídia sobre os escândalos de abuso sexual na Europa, convém refletir sobre o que está sucedendo e como os católicos devem reagir.

Um crime hediondo

Comecemos por afirmar do modo mais peremptório que não há nada de mais hediondo do que o abuso sexual de uma criança inocente. Ninguém foi mais severo a esse respeito do que Nosso Senhor Jesus Cristo: “Mas, se alguém fizer cair em pecado um destes pequenos que crêem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um moinho, e o lançassem no fundo do mar” (Mateus, 18:6).

Assim, ninguém deve ter maior indignação e severidade contra esse tipo de abuso do que os católicos. Essa indignação cresce de ponto quando o responsável é alguém que, por suas Ordens sagradas ou votos religiosos, estabeleceu um vínculo especial com o Salvador e assumiu um compromisso especial pelo qual ele simboliza de algum modo os ensinamentos e a moral do Divino Mestre.

Por essa razão, tais escândalos que têm sacudido a Igreja são considerados pelos católicos não somente como uma ofensa criminosa, mas também como um pecado hediondo.
Não devemos tampouco nos esquecer de que, além do crime de abuso, há ainda o fato de que esses atos foram tolerados por algumas autoridades eclesiásticas, ou mesmo acobertados por elas. Alguns dos padres criminosos foram transferidos de uma paróquia ou escola para outra, às vezes cometendo novamente os mesmos atos abomináveis. À vista desses fatos, todas as partes concernidas devem ser censuradas e punidas, mas não a instituição, a Igreja, estabelecida santa e hierárquica pelo seu Fundador.

Segundo ato da mesma peça teatral?

A semelhança do presente estrondo publicitário com a crise americana de 2002 nos leva a perguntar se os atuais esforços – especialmente aqueles tentando envolver o Papa – não apontam para uma associação de fato entre jornalistas de esquerda e dissidentes católicos, numa tentativa de mudar o tipo de governo da Igreja de hierárquico para democrático. As táticas utilizadas são tão semelhantes que parecem ser o segundo ato da mesma peça de teatro.
Essa possível associação de nenhum modo diminui a gravidade dos pecados cometidos ou a santa indignação que se deve ter ante tais escândalos. Entretanto, ela explica alguns aspectos de uma verdadeira campanha mundial que veicula as mesmas sugestões e pressões para mudar a Igreja, a fim de que Ela se conforme com a “moral” do mundo paganizado.

O principal órgão da mídia à frente do recente estrondo publicitário na Europa é a revista semanal alemã Der Spiegel. Na sua edição internacional on-line em inglês (08/02/2010), podemos ler o artigo intitulado Vergonha e medo: Por dentro do escândalo de abuso sexual católico da Alemanha, assinado pelo corpo editorial da revista.

Nesse artigo, ao mesmo tempo em que são descritos alguns casos de abuso com chocantes pormenores, fica clara a posição anticatólica e anticlerical de seus autores. O artigo apresenta a Igreja como uma instituição ultrapassada, portadora de uma moral repressiva, e atribui à posição dela sobre o homossexualismo e o celibato, bem como à sua estrutura hierárquica, a causa dos escândalos de pedofilia. Cita como especialistas teólogos dissidentes como Hans Kung e Eugen Drewermann, e se referem a grupos marginais como Nós Somos Igreja para opinar sobre o modelo de Igreja que querem ver imposta.

O artigo critica a “reivindicação da Igreja Católica de ser uma autoridade moral superior”. Para Der Spiegel, os escândalos sexuais são frutos da “moralidade sexual reprimida imposta de cima” pela Igreja. O ex-teólogo católico Hans Kung dá sua opinião: “Se você é forçado, em virtude de sua profissão, a viver uma vida sem uma mulher e filhos, há um grande risco de que a integração saudável da sexualidade venha a falhar, o que pode conduzir, por exemplo, a atos de pedofilia”. O ex-padre Eugen Drewermann acha errada “uma Igreja com uma estrutura repressiva nas áreas emocionais e relativas ao amor.”

Outro “perito” de Der Spiegel é Wunibald Müller, apresentado como teólogo e psicoterapeuta, o qual defende o homossexualismo e um “erotismo místico”. Ele sustenta que “a experiência da dor e do sofrimento pode nos conduzir a Deus, mas também o podem o erotismo e a paixão sexual”. Ele não vê nenhum problema nas relações sexuais, de qualquer tipo que sejam, mas somente em “um homossexualismo imaturo que tornaria certos padres suscetíveis a serem atraídos por jovens.” 1

Finalmente, o movimento dissidente Nós Somos Igreja reclama de “um problema estrutural no qual uma estrita moralidade sexual e um sistema autoritário combinam para formar uma mistura perigosa”.2

Ecos por toda a Europa

O artigo de Der Spiegel está ecoando em publicações por toda a Europa. Nelas encontramos os mesmos argumentos atacando a moral e as estruturas de governo da Igreja que circularam nos Estados Unidos em 2002, e em alguns casos, a citação dos mesmos “peritos”.
Seguindo o exemplo de Der Spiegel, podemos citar Peter Popham, articulista religioso do jornal inglês The Independent (15/3/2010). Ele escreve uma longa crônica sobre os escândalos sexuais clericais, e utilizando o linguajar progressista defende uma Igreja “modernizada.” Sua linguagem é tão violenta que ele vai ao extremo de chamar o Papa de “ex-nazista”.

O jornal italiano Corriere della Sera (16/03/2010) fez notar que “o movimento progressista [católico] ‘Igreja de Iniciativa a partir da Base’ pediu diretamente a renúncia de Bento XVI…” O jornal citou também o movimento dissidente Nós Somos Igreja.

Simon Sturdee, da Agência France Press (17/03/2010), afirma que “figuras conspícuas da Igreja na Alemanha… pedem a revisão do celibato eclesiástico…”
Um blogueiro religioso inglês muito lido, que usa o pseudônimo “Arcebispo
Crammer” (16/03/2010), analisou a extensão do estrondo publicitário mundial, e perguntou: “O Papa Bento XVI está para renunciar?” Introduzindo os links à sua longa lista de artigos, ele acrescenta: “Bem, ele está sob uma pequena pressão”.

Cobertura escandalosa

Tal cobertura não trata das questões centrais. Em vez de deixar claro que os crimes hediondos cometidos e seus acobertamentos vão contra os ensinamentos e as estruturas da Igreja, esses pretensos jornalistas-teólogos alegam que tais ensinamentos e estruturas são a causa dos crimes! Ao invés de mostrar como a sexualidade desbragada é parte do problema, esses comentaristas apresentam o fim da “repressão sexual” como parte da solução.

Mencionemos ainda uma curiosa comparação. De 1995 até o presente, houve na Alemanha 210 mil casos de abusos sexuais com menores. Destes, somente 94 envolveram o clero, ou seja, a ínfima porcentagem de 0,044% do total. Somos levados a perguntar por que Der Spiegel e tantas outras publicações só falam de escândalos sexuais do clero, como se este fosse a única, ou a principal causa do abuso sexual de menores.3

Ante tais incoerências, a pergunta que se põe é se o atual estrondo publicitário internacional sobre os escândalos sexuais de clérigos visa o bem da Igreja e dos fiéis, ou se há, pelo contrário, está sendo promovida novamente a mesma agenda usada em 2002 nos Estados Unidos, visando reformar a instituição da Igreja como ela é hoje, sempre foi e não pode mudar uma vez que foi assim estabelecida por Nosso Senhor Jesus Cristo.

O Espírito de Deus não está no sensacionalismo

Em 2002 a Comissão de Estudos da American TFP já havia denunciado, a existência de uma estranha ligação entre a mídia esquerdista e católicos dissidentes em seu livro Arrostei outras tempestades – Uma resposta aos escândalos e reformas democráticas que ameaçam a Igreja Católica. Esse livro mostra como tal aliança se aproveita da tragédia dos abusos sexuais para tentar transformar a estrutura da Igreja em algo contrário às suas tradições e aos desejos de seu Fundador, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fazemos notar que o Papa Bento XVI, na sua Carta Pastoral aos Católicos da Irlanda, sem mencionar a mídia de esquerda ou os dissidentes católicos, trata da questão de modo sereno e sobrenatural, tão contrário ao tom de “escândalo-difamatório” da mídia e dos dissidentes. Deus não se encontra na agitação nem no sensacionalismo (Cf. 1 Reis, 19,11-13).

Castigar dando esperança

A carta do Papa fustiga tanto os padres infiéis como os bispos tolerantes responsáveis pelos escândalos. Ele usa uma linguagem forte para qualificar suas ações e apóia as sanções canônicas e civis contra eles. Mas, ao mesmo tempo, não os abandona e insiste no poder do arrependimento e da penitência unidos aos sofrimentos de Jesus Cristo, uma vez que não existe pecado sem perdão.

A carta enfatiza a necessidade do retorno à Fé, à verdadeira vida de piedade, à devoção à Santíssima Virgem e ao Santíssimo Sacramento, bem como um maior amor à Igreja. Não é rompendo com a Igreja ou sonhando com uma Igreja diferente da fundada pelo Divino Salvador que podemos sair da crise.

Bento XVI aconselha a todos os católicos: “ao enfrentardes os desafios do momento, peço-vos lembrar da ‘rocha da qual fostes talhados’ (Is 51,1)”. Os católicos devem se lembrar da Fé de nossos pais e de tudo quanto a Igreja fez: a conversão dos pagãos e dos bárbaros, a criação de instituições como os hospitais e as universidades, e o cuidado dos pobres.

A Igreja “arrostou outras tempestades”

Sim, a Igreja “arrostou outras tempestades”. Em meio à crise atual, devemos seguir o conselho de São Paulo: “Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio.” (Efésios, 6,11).
Notas
1. Cf. http://www.spiegel.de/international/germany/0,1518,676497-5,00.html
2. http://www.spiegel.de/international/germany/0,1518,druck-676497,00.html.
3. Luigi Accattoli Perché solo la Chiesa ammette i propri peccati? http://www.liberal.it/media/340307/09_03_liberal_10.pdf; http://www.laiglesiaenlaprensa.com/2010/03/operaci%C3%B3nlimpieza-de-benecito-xvi.html.

Transcrito do site
http://www.ipco.org.br/home/noticias/um-estrondo-para-destronar-a-igreja-mas-ela-ja-enfrentou-outras-tempestades#more-1187

Heroica e importante campanha

http://www.ipco.org.br/home/

http://www.ipco.org.br/home/category/aborto

Elefantes atacam Orissa exatamente um ano após perseguições

 

Elefantes atacam Orissa exatamente um ano após perseguições
Fr. Sunil De Silva – Arquidiocese de Colombo
Tradução livre
Em julho de 2008, uma intensa perseguição aos cristãos se desencadeou no estado indiano de Orissa [Bahia de Bengala, parte oriental da Índia)]. Uma freira de 22 anos de idade foi queimada até a morte quando multidões enfurecidas incendiaram um orfanato na aldeia de Khuntpali, distrito de Barhgarh. Outra freira foi estuprada por uma gangue em Kandhamal, turbas atacaram igrejas, queimaram veículos, casas de cristãos foram destruídas, e o Pe. Chellen Thomas, diretor do centro de pastoral que foi destruída com uma bomba, escapou por pouco depois que uma turba de hindus quase ateou fogonele. O resultado final foi de mais de 500 cristãos mortos, e milhares deoutros feridos e desabrigados depois de que suas casas foram reduzidas a cinzas.

Mais recentemente, um evento estranho e dramático vem ocorrendo em Orissa, que tem deixado a muita gente falando dele e se interrogando.

Nos últimos meses, manadas de elefantes selvagens começaram a destruir as aldeias onde moram alguns dos piores perseguidores dos cristãos durante os passados distúrbios. Em uma aldeia, onde, em agosto do ano passado, os cristãos tiveram de fugir para salvar suas vidas, enquanto suas casas eram destruídas pelos manifestantes, uma manada de elefantes surgiu da floresta circundante exatamente um ano depois, em julho de 2009, na mesma hora do dia do ataque.

Estes elefantes primeiro atacaram uma máquina de triturar pedra, de propriedade de um dos principais líderes do movimento perseguidor. Em seguida, passaram a destruir sua casa e fazendas. Centenas de aldeões foram obrigados a se refugiar em acampamentos no estado indiano de Orissa, após repetidos ataques de uma manada de elefantes.

Nas últimas semanas sete pessoas foram mortas e várias outras ficaram feridas em ataques perpetrados por um rebanho de 12-13 elefantes, no distrito de Kandhamal.

Mais de 2.500 pessoas que vivem em 45 vilarejos foram afetadas pelos ataques, afirmou o chefe distrital Krishen Kumar.

Não é claro, contudo, por que essa manada de elefantes tem migrado do refúgio animal de Lakheri, em um distrito vizinho. Kumar disse que o rebanho tinha percorrido cerca de 300 km até Kandhamal, e inclusive penetrou numa cidade do distrito. Funcionarios especialzados em animais selvagens têm acampado no local dos ataques, tentando descobrir por que os elefantes saíram do seu santuário. Os moradores dizem que os elefantes atacam suas áreas em manadas, causando grande destruição.

Ganhando impulso, eles invadiram outras casas de famílias não-cristãs, demolindo hortas, em particular das casas dos perseguidores, e deixando intocados os lares cristãos.

Estes estranhos ataques têm-se espalhado, e de acordo com um relatório, os elefantes já tem destruido mais de 700 casas em 30 aldeias, e matado a cinco pessoas. Ninguém nesta área tinha jamais visto ou sequer imaginado a singular aparição de uma manada de elefantes selvagens como estes. Os elefantes não são elefantes normais; eles parecem estar cumprindo uma missão.

Geralmente, primeiro os elefantes menores ingressam numa aldeia, parecendo fazer um reconhecimento da comunidade. Voltam então ao rebanho maior, e logo segue a vez dos elefantes maiores, que deixam o trabalho feito.

O “ministro associado” da Índia, afirmou: “Nós achamos que isto pode ter algo a ver com uma vingança do sangue dos mártires”. De fato, o temor de Deus baixou sobre o povo local, que têm chamado estes elefantes de “elefantes cristãos”.

Com pouca ajuda vinda da administração, os moradores tem feito bloqueios de estradas. “Os elefantes destruíram plantações e casas selecionadas. Mas os funcionários também expressam desamparo”. Não há um habitat permanente de elefantes em Sundargarh. Eles vêm de Bihar, Chhattisgarh e Jharkhand, onde seus habitats tem se reduzido. Mas não está claro como e por que esses elefantes chegram até Orissa.

Vídeos do historiador Dr. Thomas Woods

Aqui vão alguns vídeos do historiador Dr. Thomas Woods com legendas:

Episodio 1
Parte1:
http://www.youtube.com/watch?v=t6bnO7N1AMU&feature=related
Parte 2:
http://www.youtube.com/watch?v=tYjcNyTf98s&feature=related
Parte3:
http://www.youtube.com/watch?v=uLHWJvcC-hs&feature=related

Episódio 2
Parte 1:
http://www.youtube.com/watch?v=G1rnyGQpkbk&feature=related
Parte 2:
http://www.youtube.com/watch?v=kxaStarSp7Y&feature=related
Parte3:
http://www.youtube.com/watch?v=enCib4MyjM4&feature=related

Episódio 3
Parte1:
http://www.youtube.com/watch?v=kivCLSqBB3I&feature=related
Parte 2:
http://www.youtube.com/watch?v=f4m_5YmKmQg&feature=related
Parte 3:
http://www.youtube.com/watch?v=pVOg29VYwn4&feature=related

Aqui o livro dele que pode ser adquirido pela editora Quadrante:

Clique para ampliar.
Título: Como a Igreja Católica construiu a Civilização Ocidental
Autor(a): Thomas E. Woods Jr.
Preço: R$ 38,00
Se perguntarmos a um estudante universitário o que sabe do contributo da Igreja Católica para a sociedade, a sua resposta talvez se resuma a uma palavra: “opressão”, por exemplo, ou “obscurantismo”. No entanto, essa palavra deveria ser “civilização”.O autor destas páginas, Thomas Woods, doutorado pela Universidade de Columbia, mostra como toda a Civilização Ocidental nasceu e se desenvolveu apoiada nos valores e ensinamentos da Igreja Católica. Em concreto explica, entre muitas outras coisas:• Por que o milagre da ciência moderna e de uma filosofia que levou a razão à sua plenitude só puderam nascer sobre o solo da mentalidade católica;• Como a Igreja criou uma instituição que mudou o mundo: a Universidade;• Como ela nos deu uma arquitetura e umas artes plásticas de beleza incomparável;• Como os filósofos escolásticos desenvolveram os conceitos básicos da economia moderna, que trouxe para o Ocidente uma riqueza sem precedentes;• Como o nosso Direito, garantia da liberdade e da justiça, nasceu em ampla medida do Direito canônico;• Como a Igreja criou praticamente todas as instituições de assistência que conhecemos, dos hospitais à previdência;• Como humanizou a vida, ao insistir durante séculos nos direitos universais do ser humano – tanto dos cristão como dos pagãos – e na sacralidade de cada pessoa.Num momento em que se propaga uma imagem da Igreja como inimiga dos progressos da ciência e da técnica, e da liberdade do pensamento, este é um livro que desfaz preconceitos, corrige clichês e ensina inúmeras verdades teimosamente omitidas no ensino colegial e universitário.

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